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Projeto do Sesc Parque Dom Pedro II no Centro de São Paulo vence em três categorias do Prêmio Saint-Gobain ASBEA de Arquitetura

arquitetura | Prêmio Saint-Gobain ASBEA de Arquitetura

 

A nova unidade do Sesc é o mais importante passo na requalificação do centro de São Paulo, com um conjunto de abertas às pessoas que moram e trabalham na região, além de atrair um público diverso

 

Em sua 8ª edição, o Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura anuncia os vencedores de sua edição 2021, e o projeto do SESC Parque Dom Pedro II, com arquitetura do UNA Arquitetos, e sob coordenação de Fernanda Barbara e Fabio Valentim, hoje sócios do UNA Barbara e Valentim, venceu em três categorias da premiação. Conquistou o 1º lugar na Categoria Profissional – Modalidade Projeto Institucional, o prêmio de Destaque Sustentabilidade e o prêmio Destaque da Edição “Roberto Claudio dos Santos Aflalo”. O Prêmio Saint-Gobain AsBEA busca reconhecer e premiar projetos de arquitetura que se destacaram na proposição de soluções para o conforto do ambiente, bem como a inovação, sustentabilidade, arquitetura, além mobilizar profissionais e estudantes que acreditam que a construção civil exerce significativa contribuição o bem-estar dos usuários.

 

 

O Projeto do Sesc Parque Dom Pedro II tem sua origem no desenvolvimento de um plano urbano para a região, finalizado em 2011, no qual o escritório integrou uma equipe multidisciplinar que realizou para a Prefeitura de São Paulo um Plano Urbano para a região do Parque Dom Pedro II, centro histórico da cidade.

 

Cenário de violentas intervenções de infraestrutura metropolitanas, especialmente no início dos anos 1970, a região de usos muito intensos (comercial, habitacional e cultural) transforma-se em uma zona com complexas questões de mobilidade e com significativo conjunto de edifícios históricos, tombados pelos órgãos de patrimônio.

 

O setor norte do plano (região norte do parque, caracterizado por importantes edifícios, em especial o Palácio das Indústrias, Casa das Retortas e Mercado Municipal), ficou à cargo do Una Arquitetos, onde foi proposta uma nova unidade do Sesc (Serviço Social do Comércio) que irá auxiliar de forma significativa no rompimento do forte uso sazonal da região (com ocupação extremamente densa durante o dia e muito rarefeita no período noturno). Tem como objetivo também fortalecer a integração e a articulação de usos já consolidados no seu entorno, e que se encontram hoje interrompidos por um conjunto de obstáculos urbanos.

 

Essa nova unidade do Sesc é o mais importante passo na requalificação da área, com um conjunto de atividades de esporte, cultura e educação aberta às pessoas que moram, trabalham e frequentam a região, além de atrair um público extenso e diverso pela qualidade da programação normalmente oferecida pelo Sesc.

 

O edifício se relaciona de forma direta com a cidade, sem muros, sem bolsões de estacionamento, sem mediações. Define calçadas arborizadas e uma convidativa transparência das atividades que se desenvolvem no edifício. O paisagismo do projeto procurou a maior densidade possível de vegetação, o que define qualidades específicas para os diversos espaços que desfrutam desse contato, além de estender a maça arborizada ainda existente do Parque Dom Pedro II para essa ponta norte da região.

 

 

 

Para proporcionar livre acesso ao público e potencializar as atividades oferecidas, um volume horizontal de dois pavimentos ocupa grande parte da área da quadra. No nível térreo estão as diversas oficinas, a central de atendimento, uma cafeteria e uma sala de espetáculos.

 

Os espaços internos foram pensados a partir de sua relação com o exterior: a visibilidade das atividades é um convite às pessoas que por lá circulam a usufruírem desse novo espaço, ao mesmo tempo em que as pessoas que usufruem das atividades oferecidas dentro do edifício possam sentir-se em contato direto com a cidade, incentivadas a usufruir da multiplicidade de usos desse entorno. O primeiro andar acomoda a comedoria, biblioteca e áreas administrativas. No segundo pavimento está localizada a convivência e grandes varandas. Proporciona também um passeio pelo terraço, ao redor das copas das árvores, que revela vistas sobre esse trecho da cidade.

 

 

Um segundo volume, mais elevado, contém uma quadra poliesportiva, além de áreas reservadas para atividades esportivas diversas e uma ampla sala de ginástica. Uma pista de aquecimento, que margeia toda a fachada do edifício, permite que os usuários possam correr ou caminhar com vistas sobre abertas para o entorno. A cobertura do prédio é ocupada pelo conjunto aquático, que inclui uma piscina coberta para treino e mais duas piscinas de lazer ao ar livre. Ao redor dessas piscinas , um amplo jardim aberto ao público permite visuais para todos os lados, revelando de uma cota mais elevada novas vistas sobre a cidade.

 

Assim, em sua implantação, o edifício do Sesc procurou relações diretas com esse cenário expressivo da urbanização de São Paulo, oferecendo aos seus visitantes vistas para o Palácio das Indústrias, Mercado Municipal, Casa das Retortas, Gasômetro, a Colina Histórica e todo skyline do centro e zona norte e leste.

 

fotos | Divulgação

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