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NADA SERÁ COMO ANTES

coluna | por Patricia Castellar | @castellarpat

 

Escrever esse artigo em tempos de mudanças amplia minha capacidade de entender e olhar o futuro de maneira diferente. 

Pesquiso diariamente sobre a criatividade humana e como ela pode transformar nossa percepção diante de uma grande crise, como essa que estamos vivendo.

É difícil escrever algo que não esteja de alguma forma relacionado com a Covid-19, mas esse artigo é sobre algo que vai além dos temas científicos e técnicos. É um olhar de quem tem fé sobre o nosso futuro e, apesar de vivermos em isolamento, nunca estivemos tão próximos uns dos outros, através de uma força maior que nos impulsiona para transformações irreversíveis no consumo e na maneira como valorizamos a arte, o design, a saúde e como a integração entre todos influência o planeta e as suas infinitas formas de contribuir para o nosso bem-estar físico e emocional. 

Mas o que podemos aprender com os vários segmentos no mundo, onde as sementes das mudanças já estão se transformando em brotos que tentam florescer?

Aprendemos, primeiramente, sobre a importância da saúde e como os serviços de bem-estar podem evoluir nesse período através de acessos, consultas virtuais sobre nutrição, gastronomia, atividades físicas, cuidados com o corpo e com a mente, e como lidar com o isolamento. 

Também estamos tendo a oportunidade de nos abastecer de cultura e conhecimento sobre arte e design através de visitas e tours virtuais a museus, galerias, instalações urbanas e até desfiles de moda.

Os acessos livres a vários Apps crescem e acalmam nossa ansiedade, principalmente os que incentivam a prática de hábitos saudáveis, nunca vividos por muitos que não teriam condições financeiras de investir. 

A atenção com a nossa casa passa a ser diária e nos damos conta do que está precisando dos nossos cuidados. Um objeto de decoração e até algo que não usamos mais, poderá servir para o “outro”. Excessos que não cabem mais na nossa realidade atual.

Assim como na China, Estados Unidos e Europa começam a ter um aumento significativo nos gastos com saúde e bem-estar, apesar da desaceleração da economia. As marcas passam a agilizar o processo de transformação e estão ressignificando seu propósito de forma a restabelecerem sua conexão com o planeta, à medida que a economia muda, adotando estratégias atenciosas ao priorizar o bem-estar físico, emocional e financeiro das pessoas, restaurando assim o sentimento de calma e equilíbrio de seus clientes.

Não ficaremos trancados para sempre, mas a maneira como trabalhamos, vivemos e brincamos nunca mais será a mesma. Muitas marcas também não serão mais as mesmas e já começam a valorizar o seu “cultural branding” e reforçar o conceito de que marca é cultura e cultura é marca. Como exemplo, o Google que oferece passeios virtuais a mais de 2.500 museus e galerias em todo o mundo, o que significa que você pode buscar inspiração de Nova York a Seul, tudo no conforto de sua própria casa. No Brasil, atitudes como as do MEC autorizam ensino a distância em cursos presenciais e escolas com legado digital compartilham melhores práticas. 

Não tenho dúvidas de que o mundo não será mais o mesmo e que muitas atitudes serão tomadas no sentido de mudarmos o mindset em relação a espiritualidade e a maneira como enxergamos nosso planeta. À medida que as pessoas retornarem ao espaço público com liberdade, após o fim das restrições, as marcas precisam  se concentrar em facilitar o design que envolve os consumidores de maneira consciente, com espaços que possam refletir a sensação de lar, de proteção e de condições sustentáveis de sobrevivência e desenvolvimento humano. 

Uma vida nova nos espera, com novas ideias, planos e metas que incluem melhores práticas ao planeta. Para a minha e nossa felicidade, o mundo nunca mais será o mesmo. Nunca mais seremos como antes. Bons tempos!

 

Foto: PixaBay

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