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Arquitetura brasileira e seu legado são temas de exposição no Sesc 24 de Maio

exposições | Infinito Vão | por Attos Henrique

 

Mostra “Infinito Vão: 90 anos de arquitetura brasileira”, criada com base no acervo da Casa da Arquitectura em Portugal, desembarca no Brasil

 

Foto: Vitor Penteado

 

O jovem e emblemático Sesc 24 de Maio, projetado por Paulo Mendes da Rocha e pelo escritório MMBB Arquitetos, abre suas portas para abrigar a exposição “Infinito Vão”, com curadoria dos arquitetos Guilherme Wisnik, que contou detalhes de todo o processo da exposição para a Decorar, e Fernando Serapião. Juntos eles reuniram um grande acervo da arquitetura através de um recorte que compreende os mais importantes projetos realizados em solo brasileiro.

 

São 96 projetos arquitetônicos de grandes mestres como Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Vilanova Artigas. Dividida em 6 núcleos, a exposição une a música brasileira de acordo com o período em que as construções foram erguidas. De início, a marchinha carnavalesca “Do Guarani ao Guaraná”, de Lamartine Babo, abre o primeiro núcleo que mostra a formação da identidade da arquitetura brasileira pelos modernistas. Obras residenciais de Gregori Warchavchik e o Conjunto da Pampulha, de Niemeyer, fazem parte deste período que vai de 1924 a 1943.

 

Mesclado a poesia e melodia de Tom Jobim, as décadas de 40 e 50 abrangem o Plano Piloto de Brasília, realizado por Lúcio Costa, e também o Conjunto Nacional, ícone da avenida Paulista projetado por David Libeskind. A partir de 1960, época do estouro da tropicália, movimento musical da cultura pop, surgiu em São Paulo a Escola Paulista de Arquitetura, marcada pela descoberta e uso do concreto armado. Entre 1970 e 1980, um projeto, considerado lúdico pelos curadores da mostra, o Sesc Pompeia, que era uma antiga fábrica de tambores, foi restaurado por Lina Bo Bardi. Neste período, também se destaca o projeto de Prado Lopes e Telles para o Centro Cultural São Paulo.

 

Casa das Canoas, arquiteto Oscar Niemeyer (Foto: Leonardo Finotti)

 

Embalado pela música “Comida” dos Titãs, os projetos entre 1985-2001 exprimem as aspirações de um país que retomava a democracia, com desejos de implementação de projetos sociais. É neste período que o Sesc 24 de Maio, local onde acontece a exposição, está inserido. Já no sexto e último núcleo, o rap “Vivão e Vivendo”, dos Racionais MC’s, descreve a realidade violenta da vida nas grandes cidades do Brasil no novo milênio. Obras contemporâneas de escritórios como Triptyque, SPBR, Brasil Arquitetura e Metro Arquitetos, são expostas nesta ala.

 

Foto: Vitor Penteado

 

A exposição estará disponível até o dia 27 de junho de 2021 no Sesc 24 de Maio, no Centro da capital paulistana. Para visitá-la é necessário agendar horário através do site do Sesc e seguir todas as normas contra disseminação do covid-19. 

 

fotos | Divulgação

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